O guia completo para atletas que sonham em estudar e jogar nos EUA — mesmo sem saber por onde começar. Do zero ao seu embarque.
Do campo ao campus. Do sonho ao embarque.
É um modelo único: você cursa uma graduação em uma universidade americana e joga em alto nível representando o time da faculdade, com a possibilidade de ter o investimento parcial ou totalmente coberto por bolsa esportiva. Você não precisa escolher entre o esporte ou o acadêmico. Você pratica os dois.
Sou Victor Andrews Batista Machado, brasileiro do Rio de Janeiro e hoje vivendo nos Estados Unidos. Em 2019, embarquei para os EUA com uma bolsa atlética para jogar e estudar na Siena Heights University. Durante o meu próprio processo, percebi lacunas no suporte que muitos atletas recebiam — inclusive eu. Foi ali que comecei a mergulhar profundamente no universo do recrutamento esportivo internacional.
Ao chegar na universidade, percebi que muitos atletas talentosos — inclusive alguns com condições financeiras melhores que a minha — não entendiam como o processo realmente funcionava. E, muitas vezes, acabavam não embarcando. Não sabiam montar vídeos de highlights, entrar em contato com treinadores, negociar oportunidades ou se posicionar da forma correta. Muitos acreditavam que bastava jogar bem para serem vistos. Foi então que comecei a ajudar atletas brasileiros a conquistarem oportunidades no esporte universitário americano.
O que começou de forma pequena cresceu para mais de 800 atletas assinados, vindos de mais de 60 países diferentes — desde jovens de comunidades periféricas até atletas de famílias de alto patrimônio. A diversidade me ensinou uma coisa: existe espaço para TODOS que estão dispostos a construir a oportunidade certa.
Minha missão nunca foi "vender intercâmbio". Minha missão é abrir portas que muitos atletas nem sabem que existem — e fazer isso com a responsabilidade de quem coloca o próprio nome em cada atleta que embarca.
Hoje, sou formado pela New College of Florida e atualmente curso meu Master of Business Administration (MBA). Depois de lidar com tantas histórias e diferentes trajetórias, resolvi criar este guia para ensinar tudo o que aprendi sobre o processo. Espero que você goste.
Antes de pensar em universidade, visto ou proposta, o primeiro passo é entender seu nível esportivo, acadêmico, financeiro e o melhor caminho dentro do sistema americano.
Posição, vídeo, nível competitivo, idade, histórico de clubes, estatísticas e potencial para NCAA, NAIA ou NJCAA.
GPA, histórico escolar, inglês, TOEFL/Duolingo, major desejado e possibilidade de bolsa acadêmica combinada com bolsa esportiva.
Budget familiar, custo final esperado, chances de bolsa parcial ou integral e universidades que fazem sentido para a realidade da família.
Não existe um só "campeonato universitário". Existem 3 ligas com regras, níveis e modelos de bolsa diferentes. Entender essas diferenças é o primeiro passo para escolher o caminho certo e realista para o seu perfil.
A maior e mais conhecida liga universitária americana. Dividida em D1 (elite), D2 (alto nível acessível) e D3 (foco acadêmico, sem bolsa atlética).
Liga independente com regras mais flexíveis para internacionais. Bolsas atléticas integrais e exigências menores em SAT/TOEFL. Ótimo nível competitivo.
Junior College (2 anos). Caminho mais acessível e usado por muitos atletas como porta de entrada, com transferência posterior para NCAA ou NAIA.
Mais de 4.400 faculdades, junior colleges e high schools dos Estados Unidos e Canadá em um só lugar. É a mesma base que eu abro para montar a lista de cada cliente — com os dados que realmente decidem: TOEFL, Duolingo, SAT, tuition, liga esportiva, curso e localização.
Acesso identificado. Peço nome, WhatsApp e e-mail na entrada. Não é burocracia: é assim que eu sei quem está do outro lado e consigo te responder de verdade quando você me mandar sua lista.
Não é sobre ter pais ricos, não é "ter contato lá fora", não é sobre sorte. É um processo com 6 fases bem definidas. Conhecer cada uma é metade do caminho.
É o vídeo que abre ou fecha portas. Coach de faculdade não vai simplesmente ao seu país para te ver jogar — ele te vê pelo vídeo. Em 60 segundos ele decide se continua assistindo ou se passa para o próximo. E acredite, ele recebe milhares pelo mundo inteiro. Do nível mais alto ao mais baixo, o profissionalismo e a qualidade do seu vídeo vai determinar a sua bolsa.
Atleta gravar 20 minutos do jogo inteiro e mandar para o coach. Ou colocar lance fazendo embaixadinha ou treinando sozinho. Ninguém vai assistir. Highlight é o seu currículo que fará você ser recrutado, ou não.
Coach gostou de você. Quem decide se você é aceito na faculdade é a parte de admissão (acadêmica). Faculdades têm provas de proficiência com notas mínimas para permitir sua aceitação.
Você não precisa ter as provas prontas para começar o seu processo. Seu caminho começa com o que você tem hoje, e a estratégia inclui o cronograma da prova que você vai fazer. Muitos clientes tentam buscar as ofertas para depois fazer a prova e boa parte dos treinadores não responde ou busca quem ainda não está pronto no momento da negociação das bolsas.
A universidade americana exige equivalência do seu ensino médio (ou graduação, se você for transferir ou fazer pós-graduação). GPA e histórico são fundamentais.
Esta é a fase em que 99% dos atletas travam. Não basta ter vídeo bom e GPA bom: você precisa contactar os treinadores por e-mail com o seu perfil para chamar atenção deles para te oferecer uma bolsa. Ter alguém que apresenta você aos coaches diretamente, no momento certo, com o material certo e com o perfil certo é o meu trabalho.
Atleta sozinho até consegue abrir uma porta. Quem negocia bolsa de verdade é quem tem histórico de colocação, network real e sabe o que pedir. É exatamente o trabalho que faço desde 2019 com mais de 800 pessoas de 60+ países diferentes.
Bolsa fechada, contrato assinado com a universidade, e agora? Visto. Aqui pode ser a cilada para muita gente porque não conhecer o passo-a-passo de como preencher o DS-160 e como se comportar na entrevista.
A negativa de visto é quase sempre sobre falta de documentação, desatenção no preenchimento do DS-160 ou resposta mal preparada na entrevista. Com preparação prévia, a taxa de aprovação para estudantes-atletas é alta.
Você fechou tudo. Pegou o avião. E agora? O primeiro semestre é o mais crítico para o seu sucesso — novo país, diferente idioma, time, treino, aula, tudo de uma vez. Acompanhamento aqui faz toda a diferença.
Suporte ativo da assessoria. WhatsApp direto comigo durante todo o seu processo. Algo deu errado? Resolvemos junto. É a fase em que você não vai querer estar sozinho.
São 793 processos de assessoria desde 2019, de 56 países. Destes, 695 já embarcaram para 256 universidades — os demais estão com o processo em andamento. Use a busca abaixo para filtrar por nome, universidade, país ou liga.
Existe caminho para diferentes níveis. O erro é não saber qual é o seu. Veja onde você se encaixa hoje:
Sub-17, Sub-20, base profissional, copinha ou estadual de bom nível. Você tem perfil para D1, D2, NAIA, com boa chance de bolsa integral ou alta. Tendo vídeo de melhores momentos e vídeos de jogos completos nesse nível chamarão atenção dos treinadores, principalmente se você vem de um nível alto no seu país.
Mesmo sem clube grande, há caminho via NAIA, NJCAA que podem te direcionar ao caminho correto. A estratégia muda — o foco é evolução técnica + montagem de vídeo de nível de qualidade. Provavelmente, você não vai conseguir uma bolsa de 100%.
Possível com estratégia certa. Geralmente NJCAA como porta de entrada, e depois transferência para nível mais alto após 1 ou 2 temporadas.
"Existe caminho para diferentes níveis — o erro é não saber qual é o seu."
Estudar e jogar nos EUA não é para todo mundo. Se você se identifica com algum dos pontos abaixo, é melhor reconsiderar antes de começar:
Não quer estudar de verdade
Universidade americana exige rotina acadêmica séria. GPA mínimo para jogar. Aulas, provas, trabalhos devem ser entregues. Se você não tem nota suficiente, você está fora do time.
Não quer competir em alto nível
Treino diário, viagens, pré-temporada, exigência física. Não é treino casual. O esporte é levado a sério e seu desempenho na temporada é o que vai indicar seu aumento OU redução de bolsa.
Busca turismo ou intercâmbio cultural
Para isso existe Au Pair, Work & Travel, intercâmbio de língua. Bolsa esportiva é trabalho duro como estudante e como atleta.
Não está disposto a sair da zona de conforto
Outro idioma, outra cultura, longe da família. Adaptação é parte do pacote — e nem sempre é confortável.
Não existe bem uma idade "tarde demais" — mas existe idade ideal. Cada janela exige uma estratégia diferente.
Tempo para preparar inglês com calma, montar vídeo profissional, planejar finanças e escolher universidade com estratégia. Embarque entre 16 e 18 anos. Lembrando que ainda é possível o embarque para jogar e estudar por escolas de ensino médio nos EUA.
Maior volume de vagas. Coaches recrutam ativamente nessa faixa. Janela mais comum de embarque como freshman.
Caminho via transfer, NJCAA ou graduate program. Janela mais estreita, exige urgência e planejamento certeiro. Até 25 anos ainda é viável na maioria das ligas.
"Não é tarde — mas cada idade exige um caminho e uma urgência diferente."
Sim — mas com regras claras. O visto F-1 de estudante permite trabalho legal dentro de limites específicos.
Limite legal durante o período letivo (semestres regulares). Apenas dentro do campus: cafeteria, biblioteca, academia, recepção, eventos esportivos, dining hall.
Nas férias de verão (maio a julho), o limite dobra. Permite jornada integral, ainda dentro do campus, ou via programas como CPT/OPT autorizados pela universidade.
"Importante destacar que é uma das maiores ferramentas para tornar esse sonho possível. Se você consegue uma bolsa que te permita pagar $8,000 por ano com tudo incluso e você consegue um emprego que te pague $12/hora, teoricamente você consegue se sustentar sozinho trabalhando no campus LEGALMENTE."
Esta é uma das regras mais importantes — e mais ignoradas — do esporte universitário americano. Erro aqui pode te impedir de jogar antes mesmo de começar.
Já assinou contrato profissional?
A NCAA pode considerar você "profissionalizado" e te fazer perder anos de elegibilidade em D1 e D2. Cada caso é avaliado individualmente. NAIA e NJCAA são mais flexíveis nesse ponto.
Recebeu salário ou prêmio em dinheiro pelo esporte?
Mesmo valores baixos podem comprometer a elegibilidade NCAA. Importante documentar qualquer remuneração e analisar antes de aplicar.
Tem agente ou empresário formal?
Vínculo com agente esportivo profissional pode ser considerado "intenção de profissionalização" pela NCAA. Avaliar relação contratual antes do processo.
Caminhos mais flexíveis
NAIA e NJCAA têm regras mais flexíveis para atletas com histórico profissional. Em muitos casos, são a porta de entrada certa. NCAA pode vir depois via transfer.
"Cada caso precisa ser analisado — erro aqui pode te impedir de jogar. Já vi atletas que jogaram em altíssimo nível tendo seus 4 anos para jogar e estudar e já vi meninos que jogaram recebendo em nível mais baixo que tiveram 2-3 anos descontados."
Antes de embarcar, é fundamental entender que ser estudante-atleta nos Estados Unidos tem exigências reais. Não é turismo prolongado.
Treinos são obrigatórios
Faltas em treino sem justificativa podem custar minutos no jogo, perda de bolsa parcial ou exclusão do time.
Viagens frequentes
Times viajam toda semana na temporada. Ônibus, avião, hotel. Você perde aulas e precisa repor — é parte da rotina. A escola é flexível quanto a essas entregas.
GPA mínimo para jogar
Falhar em matérias no semestre = banido do jogo. As ligas exigem progresso acadêmico mínimo todo semestre. Sem isso, sem campo. Independente do quão bom você for.
Você pode perder posição
Bolsa não garante titularidade. Tem que treinar, performar e brigar pela vaga todo ano. Concorrência interna é forte. Todo ano é feito recrutamento e se você não corresponder, pode perder espaço.
Rotina de atleta profissional
Acordar cedo, treino físico, treino técnico, aulas, study hall, segunda sessão, recuperação. 6 dias por semana na temporada.
Código de conduta
Comportamento dentro e fora do campo. Atos de indisciplina, redes sociais inadequadas e atritos podem custar bolsa.
"Você não está indo para passear. Está indo competir com atletas do mundo inteiro."
É transformador. Mas também é desafiador. Quem entra sabendo o que esperar, atravessa a adaptação muito melhor do que quem chega achando que é fácil.
Saudade de casa
Os primeiros meses são os mais difíceis. Família distante, fuso horário, datas importantes longe. Todo atleta passa por isso.
Cultura diferente
Hábitos, humor, formalidade, espaço pessoal. Nada é "errado", só é diferente. Adaptar leva tempo — geralmente uns 6 meses.
Comida diferente
Você sente falta da comida brasileira sim. Arroz, feijão, churrasco, pão de queijo. Mas também descobre coisas novas que vai amar.
Pressão por performance
Coach cobra. Time cobra. Professor cobra. Resultados aparecem semanalmente nos rankings. Nem todo mundo está pronto pra essa pressão.
Competição interna
No mesmo time, atletas brigando pela mesma vaga. Companheirismo + competição. É amizade e rivalidade ao mesmo tempo.
Crescimento real
Você sai do processo outra pessoa. Independência, idioma, networking, mentalidade global. Volta diferente — todo atleta confirma.
"Não é fácil — mas é transformador."
O ano universitário americano é dividido em 3 importantes fases para quem é estudante-atleta. Saber em qual fase o treinador e o time estão, te dá uma visão real do que esperar em cada época.
A temporada principal do soccer universitário. Jogos oficiais, viagens, playoffs. Coaches focados em ganhar — você joga com o que treinou.
Temporada de desenvolvimento. Treinos, amistosos, ajustes técnicos e táticos. Coach observa quem vai ser titular no fall seguinte e quais posições ele precisa reforçar.
Sem treinos oficiais com coach e férias da faculdade. Atleta mantém preparação física, joga ligas de verão (UPSL/NPSL/USL2), trabalha no campus ou volta pro Brasil.
Transfer (transferência entre universidades) é completamente normal nos EUA. Muitas podem ser as razões. E isso pode ser uma jogada estratégica importante. Alguns exemplos de possibilidades:
Subir de nível
Começa em uma Junior College, performa bem, e transfere para universidade com mais bolsa e mais visibilidade. Caminho clássico de muitos internacionais.
Aumentar bolsa
Mostrou nível alto na primeira universidade? Faculdades vão te procurar para te oferecer mais. Transfer com 1-2 anos de campus americano vale mais que freshman novo por normalmente se ter mais experiência e já estar adaptado ao futebol no país.
Ajustar de programa
Não se adaptou ao clima? Coach mudou? Programa fraco? Não gostou da cidade? Transfer permite reorganizar a trajetória.
"Sua primeira universidade não precisa ser a final."
Esses são os tropeços que mais fazem atleta perder janela, perder bolsa ou desistir do processo. Conhecer cada um é meio caminho para não cometê-los.
Não ter vídeo de highlights
Sem vídeo, coach nem responde. É a entrada do processo. Quem deixa para fazer "depois" perde meses preciosos da janela. Não adianta mandar foto de onde já jogou.
Esperar estar "perfeito" para começar
"Vou começar quando o inglês estiver fluente", "quando o vídeo estiver perfeito". Resultado: nunca começa. Processo é construído em paralelo.
Achar que precisa falar inglês fluente
Maioria dos atletas começa com inglês básico/intermediário. TOEFL ou Duolingo são preparados em paralelo. Inglês não é pré-requisito para começar.
Achar que precisa ser rico
Bolsa de 50% a 100% existe em quase todos os programas. O atleta certo, na universidade certa, paga muito pouco — ou zero.
Achar que só existe NCAA D1
D1 é o topo, mas NAIA, NJCAA e NCAA D2 oferecem ótimo nível, mais flexibilidade e excelentes bolsas. Foco em somente D1 elimina 80% das oportunidades reais.
Mandar email genérico para todos os coaches
Email padrão sem personalização vai direto para spam ou lixo. Coach reconhece copy-paste em 3 segundos. Outreach genérico = zero resposta.
Aceitar a primeira oferta
Primeira oferta quase nunca é a melhor. Sem comparação com outras propostas, fica impossível negociar. Múltiplas ofertas em paralelo = mais bolsa.
Deixar visto para a última hora
Visto F-1 leva 30 a 60 dias do I-20 ao carimbo. Quem deixa para depois das aulas começarem perde o semestre inteiro.
Sim, começar sim. Embarcar, na maioria das vezes não.
Você pode começar todo o processo com inglês básico ou intermediário. Vídeo, mapeamento, contato com coaches, negociação — tudo pode acontecer enquanto você prepara seu inglês em paralelo.
Mas para embarcar, é obrigatório atingir um nível mínimo comprovado por TOEFL ou Duolingo na maioria esmagadora das faculdades. NJCAA aceita scores mais baixos (TOEFL 50–55), NAIA exige 60–70, NCAA D1 e D2 exigem 70–80+. Existem as exceções como faculdades que aceitam sem a prova de proficiência, mas são menos de 20 de mais de 4000 universidades possíveis.
Tradução prática: se você fala inglês básico hoje, em 6 a 12 meses de estudo dedicado, atinge a pontuação necessária. Inglês é trabalho — não é talento.
A maior parte das pessoas que desiste do intercâmbio esportivo desiste por uma informação errada que ouviu de alguém que nunca passou pelo processo ou de quem não tem conhecimento do processo. Aqui vai a verdade.
"Preciso falar inglês fluente para começar."
A maior parte dos atletas começa o processo com inglês intermediário ou básico. O TOEFL ou Duolingo são provas de proficiência, então, analisam o quanto você sabe da escrita, fala e entendimento de inglês. A real fluência se ganha vivendo lá. O que importa é começar.
"Tem que ser de família rica para tentar."
Bolsas de 100% existem em quase todos os programas. O atleta certo, na universidade certa, paga muito pouco — ou zero. Já assinei atletas vindos de comunidade e de condição financeira bem baixa que hoje estão com bolsa integral e se sustentando trabalhando nos EUA.
"Só funciona para futebol americano e basquete."
Existem programas universitários para futebol (soccer), vôlei, tênis, atletismo, natação, golfe, baseball, softball, esgrima e mais. Soccer, em particular, é uma das modalidades com mais bolsa para internacional.
"Tenho que ter contato pessoal com alguém que joga lá."
Coaches dependem de network confiável para receber atletas internacionais. É exatamente esse network que uma assessoria séria entrega — anos de relacionamento direto com programas de NCAA D1, D2, NAIA e NJCAA e cases de sucesso em todo país.
"Preciso ter SAT alto, senão não rola."
Depois da pandemia, a maioria das universidades americanas se tornaram "test-optional" — portanto, não exigem SAT/ACT. NAIA e NJCAA já não exigem há anos. Para D1 acadêmico forte, ainda pesa, mas hoje é exceção.
"Só serve se eu tiver até 18 anos."
Atletas embarcam dos 15 aos 25 anos. Quem já jogou em base ou já tem graduação iniciada pode ir como freshman ou transfer. Cada caso tem uma janela específica de elegibilidade.
"Tenho que largar tudo aqui de uma vez."
Você continua jogando e estudando aqui enquanto o processo roda em paralelo. Embarque típico: alguns meses após o início do processo. Há tempo para se planejar com calma.
"Depois do diploma eu volto pro Brasil e acabou."
Após formar, você tem direito a OPT (Optional Practical Training) — 12 a 36 meses para trabalhar legalmente nos EUA na sua área. Muitos atletas viram profissionais, ou começam carreira corporativa internacional com visto de trabalho.
Bolsa esportiva nos EUA não é simplesmente ter "mensalidade grátis". É um pacote que pode cobrir muito mais do que você imagina — parcial ou completamente. Entender o que está incluso e o que não está é fundamental para comparar as ofertas recebidas.
É o maior custo da universidade americana — varia de US$8.000 a US$60.000 por ano dependendo da instituição. Bolsa esportiva pode cobrir parcial ou integralmente. Atletas podem ter até 100% de tuition coberto (chamado Full Tuition).
Quarto no dormitório do campus (dorm), normalmente compartilhado. Inclui cama, mesa, internet, lavanderia. Custa entre US$5.000 e US$12.000/ano. Pode estar incluído na bolsa "full ride".
Plano de refeições no restaurante universitário. 3 refeições por dia, 7 dias por semana. Atletas costumam ter meal plan reforçado por causa do gasto calórico. Custa US$3.000 a US$6.000/ano.
Livros didáticos custam de US$800 a US$1.500/ano nos EUA. Em muitos pacotes de bolsa esportiva, livros estão inclusos via "book stipend" ou empréstimo da biblioteca esportiva. Não é necessariamente obrigado a ter.
Toda viagem com o time é 100% paga pela universidade: ônibus ou avião, hotel, refeições em viagem. Times de NCAA D1 com mais estrutura chegam a viajar de avião próprio. Atleta não paga nada disso.
Uniformes (jogo e treino), chuteiras, mochila, agasalho, kit de viagem — tudo fornecido pela universidade. Marcas grandes (Nike, Adidas, Under Armour) costumam ter contrato com os programas.
Atendimento médico esportivo, fisioterapia, nutricionista e preparação física são fornecidos pelo departamento atlético. Em caso de lesão em jogo ou treino, o tratamento é coberto.
Atleta tem acesso a tutoria gratuita ilimitada em qualquer matéria. Existe "study hall" obrigatório (2-6h por semana) com supervisão acadêmica. A universidade tem interesse direto no seu sucesso nas aulas.
Importante: o atleta universitário NÃO recebe salário pelo esporte. A bolsa cobre custos da universidade — não é renda. Para complementar, o visto F-1 permite trabalhar até 20h por semana durante o período letivo e até 40h por semana nas férias de verão, sempre dentro do campus. E, também existem as bolsas acadêmicas.
A universidade americana é uma micro cidade dentro de uma cidade. O atleta não precisa sair do campus para nada essencial — moradia, comida, treino, aula, médico, lavanderia, ginásio, biblioteca, tudo no mesmo lugar.
Quarto compartilhado com 1 ou 2 colegas, banheiro coletivo no andar, sala comum, lavanderia gratuita ou paga, internet de alta velocidade, segurança 24h.
Atletas mais velhos costumam alugar apartamento perto do campus, geralmente dividindo com colegas do time. Mais privacidade, cozinha própria, estacionamento.
Restaurante self-service no campus com várias opções por refeição: proteína, salada, pasta, pizza, frutas, sobremesas. Atleta come quanto quiser, dentro do meal plan.
A universidade americana é praticamente uma cidade. Você pode passar semanas sem sair do campus. Tudo de que o atleta precisa está a uma caminhada de distância.
Existem faculdades que não têm dormitório no campus ou que oferecem maior flexibilidade quanto à moradia. Em geral, se você for menor de 21 anos, vai precisar morar dentro do campus na maioria das instituições. Isso é importante checar durante a negociação da bolsa: se o treinador incluiu o "housing cost" ou se seria "rent off campus" — que aí é aproximado, já que depende de quantas pessoas dividirão casa/apartamento com você.
Bolsa esportiva cobre a universidade. Mas o caminho até a universidade tem custos próprios. Aqui estão os principais valores envolvidos no processo — para você não ser pego de surpresa.
Resumo: orçamento total para o processo (do início até estar morando no campus, com bolsa de 100%) pode variar de acordo com cada perfil. Algumas faculdades não exigem application fee, outras não exigem a prova de proficiência, mas a grande maioria dos custos acima serão gastos pela maioria.
A janela típica do processo depende de qual estágio você se encontra. Quem se prepara antes, embarca tranquilo. Quem deixa para a última hora, sofre ou perde a janela e acaba gastando muito mais. Aqui está o cronograma médio de um atleta que começa hoje.
Janela ideal de início: 12 meses antes do semestre que você quer embarcar. Recrutamento mais ativo nos EUA acontece entre novembro e março, então o ideal é você estar preparado em novembro para o início das negociações com os treinadores.
Quanto mais cedo o atleta começa, maior a chance de encontrar universidades compatíveis, negociar melhor e evitar decisões forçadas perto do prazo final.
Janela ideal: construção de vídeo, perfil acadêmico, inglês, lista de universidades e início dos contatos.
Processo ainda competitivo: contato com coaches, envio de material, chamadas, análise de ofertas e plano financeiro.
Possível, mas exige velocidade: documentação, prova de inglês, aceitação, I-20, SEVIS e visto F-1.
Ainda pode existir oportunidade, mas as opções reduzem. O foco vira encontrar encaixes disponíveis, não escolher entre todas as melhores possibilidades.
Lista completa de documentos exigidos no processo. Você pode (e deve) começar a juntar tudo desde já — quanto mais cedo, menos correria depois.
Emitido pela Polícia Federal. Validade mínima de 6 meses após o embarque.
Original em português + tradução juramentada para o inglês. Solicite na secretaria da escola.
Sem ele, nenhuma universidade aceita. Pode ser conclusão regular ou supletivo.
Prova de proficiência em inglês. Válida por 2 anos. Score mínimo varia por faculdade.
Opcional para muitas universidades pós-pandemia. Obrigatório em alguns programas D1 acadêmicos.
Universidades exigem comprovação de vacinas (sarampo, meningite, hepatite, etc.). Solicite no posto de saúde.
Para o visto F-1, é preciso provar capacidade financeira para o que a bolsa não cobre. Extrato bancário ou carta do banco em inglês. Para isso, independe de você ter bolsa de 100% ou não, é o valor da instituição para que possa ser enviado à embaixada americana.
4 a 6 minutos, qualidade HD, com marcação visual. Hospedado no YouTube ou Hudl.
Emitido pela universidade após você confirmar matrícula. É o documento que destrava o visto F-1.
Não existe um único "tipo" de atleta que vai para os EUA. O que existe é o encaixe certo entre nível, idade, modalidade, perfil acadêmico e janela de tempo. A primeira reunião serve exatamente para mapear isso.
Outras modalidades também são possíveis. Fale comigo se a sua não estiver listada.
Cursando ou recém-formado no ensino médio. Caminho clássico, com o maior volume de oportunidades e bolsas. Vem para fazer o Freshman year na universidade.
Já estuda em universidade brasileira ou americana e quer subir de nível. Janela específica e estratégia diferente.
Já formou em curso de 4 anos e quer um master e ainda tem 1–2 anos de elegibilidade restante para jogar em alto nível.
Existem várias agências e intermediários no mercado. Aqui está o que me distingue, com fatos — não com promessas.
Não é "lista de email genérica". São anos de relacionamento com programas de todos os níveis — coaches que atendem o telefone porque sabem quem está do outro lado.
Cada atleta entra com nível, idade, modalidade e janela diferentes. Seu plano é construído individualmente dentro dessas variáveis — não em modelo padrão.
Taxa de entrada menor, taxa de sucesso somente mediante a assinatura com a instituição. Sem promessas vagas, sem custo escondido, sem letra miúda. Você paga pelo serviço quando encontra o que procura dentro das condições que você pode arcar.
A maioria das empresas desaparece depois do pagamento. Aqui o trabalho continua até o atleta estar morando no dorm, treinando e estudando — porque a chegada é a fase mais crítica. Tenho clientes que embarquei há 5 anos que ainda falam comigo diariamente.
O nome Victor Andrews é o meu. Cada atleta colocado leva minha credibilidade junto. Isso muda como cada decisão é tomada. Não trabalho para alguém. Então, a responsabilidade é totalmente minha.
Atletas de diferentes países, ligas e níveis. Cada um representa um processo único que culminou em embarque para os EUA.
Antes de assinar mais de 800 atletas em mais de 60 países, fui um deles. Esta entrevista conta a trajetória completa: da decisão de embarcar do Brasil até a construção do trabalho que fazemos hoje.
As perguntas mais comuns de quem está começando do zero a entender o intercâmbio esportivo.
Você acabou de ler o guia inteiro. Sabe o que precisa ser feito, em que ordem, em quanto tempo. Mas saber não é o mesmo que ter alguém que já fez isso 800 vezes ao seu lado. A diferença entre o atleta que embarca e o que desiste não é talento, dinheiro ou inglês — é decidir começar enquanto a janela ainda está aberta. Me chame. A primeira conversa não custa nada e não te compromete com nada.
Resposta pessoal em até 24h. Sem robô. Sem vendedor.